quinta-feira, 2 de maio de 2013

Hora Parada




Chuva guarda a chuva
Não é hora de aguar
Meu ventre – ainda febril –
Da carne aumentada
Dele
Seja nuvenzinha
E passe

Vento cata o vento
Não é hora de dissipar
O cheiro – ainda úmido
Do gozo esbanjado
Dele
Seja inspiração
E transpasse-me

10 comentários:

Marco Rocca disse...

Belo e sensualíssimo poema, amei!

Tania regina Contreiras disse...


Muito bacana a diversidade de olhares, as sensações que as imagens trazem, e aqui foi de uma beleza cheia de caricias!

Beijos, queridona!

Américo do Sul disse...

chuva aguarda chuva
cata cheiros no vento
transpassa o tempo...

Belo poema. Com a licença da poeta comentei conforme minha compreensão poética. Não resisti à reflexão...

eurico portugal disse...

lendo-te... vêm-me as reminiscências de saber chover.

beijinho, querida ira!

Assis Freitas disse...

uma hora parada é um vácuo no tempo
uma espera entre ato e fato
um salto sobre (s) salto


beijo

Marcia Morais disse...

Gostei muito minha querida,vim te desejar ótimo fim de semana !

AC disse...

O que foi, a sensação do que podia ter sido.
Tacteia-se, rebusca-se, grita-se..., com um filtro na mão, até ao encontro derradeiro. Quem sabe, então, o que irá acontecer?
(Sempre enorme, Ira!)

Beijo :)

Fred Caju disse...

Quando você vem em síntese, a densidade é altíssima. Como deve ser.

Adri Aleixo disse...

Imagem-Sensações-Palavras

Imenso o projeto da Tânia, como é imenso o teu poema.

Beijo, querida!

Anna Amorim disse...

Quereres femininos de prolongar no tempo-desejo.

Beijos,