segunda-feira, 6 de maio de 2013

Loura Gelada





O homem constante bebe cerveja
Até perder de vista sua casa,
O patrão, outros sujeitos culpados,
A mulher que ele trepa, inconfesso,
Sem acender luz alguma,
Mas há algo maior, sob essa cara
Boa, capaz de acordar o diabo
É preciso usar o eletro-doméstico novo
Prêmio pela eficiência
Subordinadíssima do uniforme
Um naco de carvão no fundo
Tira cheiro de virgem e insucesso
Seus olhos ganham sangue de raiva
Como se fossem roubados
De um velho amante ferido de morte
O imperdoável se apodera da cabeça
Ele não foge!
E inaugura o freezer com uma loura
Estupidamente gelada

10 comentários:

Marco Rocca disse...

Também sou desses homens, que bebem uma cerveja gelada para afogar dissabores... Lindo texto, A P L A U S O S ! ! !

Joelma B. disse...

homem das cavernas refrigeradas!?

beijo, Ira brilhantemente poeta!

Assis Freitas disse...

deu sêde


beijo

Tania regina Contreiras disse...


Afogam-se as mágoas em rios engarrafados.

Beijos,

Eleonora Marino Duarte disse...

eu não sou contra a mágoa dançar em piscina erótica de loura imaginada...

um texto perfeito, Ira.

um beijo, bela!

Wilson Caritta disse...

Loura e gelada, inaugurando a cegueira da dor, aguçando todos os outros sentidos anestesiáveis.!

belo Ira!!!

bjos.

eurico portugal disse...

porque há sedes que não se saciam; saciam-nos.

beijinho, iríssima!

Fred Caju disse...

Pesado!

AC disse...

A perdição num beco em espiral, até à loura final...
Ira, o seu bisturi é implacável!

Beijo :)

Eleonora Marino Duarte disse...

quero mais, Ira!!!!