sábado, 27 de julho de 2013

O Canto da Flor Aprisionada





É como se depois da alegria
O rosto ganhasse uma palma de sombra
E o riso, breve perfume, desfolhasse
Suas pétalas orgulhosas
A seda da tez cai sobre pés cativos,
Seu frescor é inútil,
Não há nos passos um sonho se quer
O cenário é de tanto branco
Que sabe a dor: nunca mais serás tua!
Essa vida que, de gota em gota,
Recolheu-se na casa do pássaro triste,
Hoje murmura o silêncio da flor vermelha
Povoada de lágrimas.

4 comentários:

Marcelo R. Rezende disse...

Uma sensação de solidão, de tristeza e falta de alcance, que chegou me doer.

Beijaço, Ira.

Marco Rocca disse...

Belo poema, adorei muito!

Assis Freitas disse...

o rubro silêncio da ausência




beijo

jorge pimenta disse...

silêncio verbal de cada verso teu sobre os meus pasmos: a tua poesia que sabe cantar todos os poros e minhas quase existências.

beijos, poetamiga querida!