sábado, 27 de julho de 2013

Crucificado





Cristo, meu íntimo,
Nada sabemos de nós
E fingimo-nos possíveis
- os nós apertam-nos –
Cordas retorcidas, por todo corpo,
Dizem-nos falas do tempo,
- ontem hoje amanhã –
Mas tudo que fazemos
É morrer na cruz
Nossos poros estão cheios
De vícios e não ouvem
A realidade que, a cada manhã,
Acorda crucificada
Por uma verdade manca

8 comentários:

Cris de Souza disse...

Um caminho chamado beco...

Beijão, poeta irada!

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Minha querida

passando para ler mais um poema como só tu consegues escrever, e deixo o meu beijinho carinhoso.

Sonhadora

Marco Rocca disse...

Estive a beira da morte por uma vez. Posso garantir, Deus existe, e Crito também. Fraterno Abraço, MR.

Marcelo R. Rezende disse...

Muito bonito isso, ira.
As verdades são crucificadas, pouco ouvidas e esquecidas com o tempo.

Beijaço.

Assis Freitas disse...

sim, nada sabemos
mas insistimos


beijo

Jota Effe Esse disse...

Belo texto, mas essa verdade não é a verdadeira. A verdadeira não manca. Meu beijo.

jorge pimenta disse...

a realidade que acorda crucificada. e, todavia, porfiamos...

abraço, querida poeta de tantas palpitações!

dade amorim disse...

Tão bonito, Ira!
E tudo verdadeiro.

Beijo