sexta-feira, 19 de julho de 2013

Má Fama






Escrevo na parede a última palavra
Um poema sujo, não mais que eu
Alguém finge vergonha e passa
Realçando o inferno da tinta e meu

Não mordo nem tiro o cu da reta
Se sua meta é atirar pedra, que se foda
Meu telhado é de ótima borracha
Tudo que nele bate volta a toda

Minha reputação é péssima. Poeta?
Sei não, meu olho chama descrenças
E tenho sonhos eróticos com Chacal
Sou bicho que não presta. Me convença!


* Chacal - poeta da geração mimeógrafo

13 comentários:

Tania regina Contreiras disse...


Acho que é esse bicho (e como eu o conheço!) que te faz inteira e dos teus versos uma cabeleira eriçada pelo vento. Sou + Ira!

Beijos,

Primeira Pessoa disse...

poeta?
gauche.
disse-o um certo Drummond.

mete bronco.

beijo,

r.

Marcelo R. Rezende disse...

Má fama é a única fama a ser conquistada. Realmente acho, quando a gente fama ruim, atrai só quem curte mesmo a gente. O resto se afasta por medo de manter relação com alguém deturpada, que não se encaixa.
Poeta tem má fama? Não sabia. Gostei.

Beijaço, Ira.

Cecília Romeu disse...

Essa é a minha Ira lindona, mulher-poeta que tanto admiro!

Que faz eu vir aqui, ler e fazer que comento, porque só enrolo:)
Fico tonta hehe

Grande beijo!

Fred Caju disse...

Triste é quem quer andar na linha nesse mundo imundo.

Marco Rocca disse...

Uma poesia viral, mas puta atual... APLAUSOS amiga!

Qualquer hora vou escrever assim.

MR

Assis Freitas disse...

poema impregnado de vida, canto torto de excelência



beijo

Sandra Subtil disse...

És demais!
Que foto!!!Linda.

Beijo

Adri Aleixo disse...

Adoro!!! Poeta e poesia. Beijos, minha linda.

eurico portugal disse...

nenhuma palavra iliba, nenhum canto sublima; é saber esse bicho que sente o que dá sentido à existência.

beijos, poeta-maior!

Marcia Morais disse...

Bicho Ira,é bicho bom rs !

Cris de Souza disse...

Tô contigo e não abro!!!

Américo do Sul disse...

Escrevo sob efeito de teu poema límpido, q nomeias sujo. Totalmente bicho, de frente ao espelho deste testo, me desnudas...

Ira, tua poética é uma linha reta, ternura lúcida q perfura.