domingo, 16 de dezembro de 2012

Cio de Piranha





Estava a ver navios
Nas costas
Do falastrão
Eis que surge
Um submarino negro
À tona
À toa
Nigromântico
Escotilha a mostra
Tanque de proa
Bacântico
Lançou-lhe torpedo
Obstinado
Míssil no míssil
Bombardeou
Sua praia
O mar não estava pra peixe
Nem de rio! Nem de rio!
Piranha na água salgada
Deu de morrer
Falada
No cio

7 comentários:

Ira Buscacio disse...

Poeminha num tom menos grave, só pra dar uma aliviada
bj pra todos que aparecerem

Tania regina Contreiras disse...


Grave ou agudo, tua poesia é a tua poesia...Amo.

Beijos,
Tâni

Joelma B. disse...

teu tom é intenso, Ira... tem jeito,não!

beijo, brilhantíssima!

Assis Freitas disse...

dança de líquidos,



beijo

Domingos Barroso disse...

todo falastrão merece o cio da amada ...


beijo carinhoso.

Cris de Souza disse...

Que verve!!!

Beijo, Irada*

Cecília Romeu disse...

Poema com jeitinho agridoce maravilhoso! E quanto nós somos de tudo um pouco, não é mesmo?

Beijos, Ira!