domingo, 20 de outubro de 2013

Poema Cínico para Tecidos Desconfiados




A cada palavra, uma desordem,
Um instinto de colisão dos corpos
- Meus poemas contra os teus se chocam –
E o caos é derramado sobre o chão
Alguns ridículos versos de amor,
E todos os são, rolam como novelos
- um fio pra lá outro pra cá –
E vão-se acabar nas bocas de dois gatos
Como é injusta essa disponibilidade felina!
Que importa?
As palavras nunca são aquilo que são
Há entre um dizer e outro
Mil intenções furiosas querendo rostos,
Como agora, quando cinicamente
Construo desejos na palma de tua mão
E digo que são apenas melodias poucas,
Roucas e sinceras

12 comentários:

dade amorim disse...

"Mil intenções furiosas querendo rostos"

um verso cheio de significados, como você sabe produzir, Ira!

Beijo beijo

Américo do Sul disse...

Perfeito, Ira... Sabe aquela coisa q a gente gostaria de ter feito? Este texto é uma delas.

Marco Rocca disse...

Os poemas alicerçam sonhos muitas vezes incomunicáveis... Mas, como ele é criação, pode não ser entendido. Eis sua alma. Lindo poema amiga!

Assis Freitas disse...

sinceras, sim
como melodia


beijo

Tania regina Contreiras disse...


Ah, amiga poeta, as intenções furiosas que jazem nas entrelinhas!!!!

Beijos,

Leonardo B. disse...


[intensamente,

como voo dentro da palavra,
o deslizar alma na superfície da palavra,
intensa.]

um imenso abraço, Ira

Lb

Carolina disse...

Ira, minha linda!!
como estas? saudades, amiga poetica.
Belos pensamentos, imagens e
sons do seu coracao!
tem tanta alma quando voce escreve... voce tem uma bela maneira de criar suas letras com um estilo muito pessoal.
Sempre e um prazer pasar por tu cantinho lirico e desejo que tenha um dia lindo e especial!
Abracos *:)

AC disse...

Ah, Ira, esse seu tão peculiar jeito de dizer (e viver) as coisas nunca me deixa indiferente, toca sempre fundo...!

Beijo :)

Patrícia Pinna disse...

Bom dia, Ira. Você como sempre arrasando!!!!!!!!!!!!!!!!!
Não tem uma vez que eu não venha aqui e não veja a complexidade dos seus poemas, seu grito tão diferente do comum.
Muitas são letras que lemos mas que no fundo não dizem o que realmente a nossa alma está buscando, que muitas vezes nem nós sabemos, mas sentimos o que precisamos quando lemos algo que nos toca profundamente e não sabemos explicar.
Você tem o dom.
Parabéns!
Beijos na alma e lindo dia!

jorge pimenta disse...

a palavra como instinto de colisão dos corpos - mas que imagem fabulosa a anunciar tantos para rostos e rastos... de tudo o que resta.

beijo-te essas mãos poderosas, querida ira!

Cris de Souza disse...

Creio que os teus poemas são chocantes...

Outro beijo, queridófera*

Domingos Barroso disse...

que poema maravilhoso,
maravilhoso, maravilhoso
repito sete mil vezes...