terça-feira, 6 de agosto de 2013

In-Confidência





Em tua cara respinga meu olhar sujo,
Do mais profundo mangal
Escuro. Tal desejo caramujo,
Cujo sofro, já nasceu infernal

Assim, mudo igual ao finado cuco,
Eu, sem boca, forjo indiferença
Pensas: iludo-a com versos caducos
Tolo! Quero-te em recompensa

Estranha-me como sinal de cego
Surdo. O silêncio vem meu e berra
Aos teus olhos como o bater de prego
Não te iludas! Isso é só o começo da guerra

8 comentários:

jorge pimenta disse...

tanto das nossas guerras escondem o bem-querer, querida ira...

escrito com o sangue do aço, não menos o do coração: poema de tantas vidas, poeta! beijinho!

Assis Freitas disse...

para um começo: o trovão
que me cortem raios
pois estou em tempestades

beijo

Adri Aleixo disse...

Tão intensa e linda!

Já me perdi nas fotografias e adorei a in-confidência.

Beijo!

Fred Caju disse...

Já te disse que gosto quando você rima?

Tania regina Contreiras disse...

Já te disse que gosto quando você rima, não rima, mas sempre se põe acima do lugar-comum? rs

Beijos,

dade amorim disse...

Adorei, Ira!
Com rima ou sem ela, teus poemas são sempre uma delícia.

Beijo pra vc.

AC disse...

Ira,
Os seus poemas lembram-me sempre uma faca, bem afiada, envolta em poesia. E eu gosto.

Beijo :)

Marco Rocca disse...

Difícil captar este poema. Entretanto, acredito serem dois amantes em pé de guerra... Parabéns!