segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Um Estranho Quase Íntimo





Ocorreu-me, por dentro da pele, a miséria daquele que olhava
Sua cretinice no espelho e via um rei
Ah, que dor profunda exigiu-me esse homem!
Pesou-me na carne sua coroa de espinhos
E eu nada quis ser para não fazer barulho

13 comentários:

Tania regina Contreiras disse...


Os últimos versos me sopraram uma montanha de coisas! Sempre nas entranhas, poeta: show!

beijos,

Marco Rocca disse...

Bela reflexão! Toda vez que me olho no espelho, não consigo me ver. Mas visualizo minha impotência ante as misérias do mundo.

Assis Freitas disse...

em silêncio há muito tumulto


beijo

jorge pimenta disse...

um verdadeiro tesouro existencial cujos versos finais desviei, como incipit, para o meu último texto. maravilha, querida ira!

beijinho grande!

Joelma B. disse...

São dois poetas que leio e que me calam qualquer comentário, você é o Leonardo B.

Mas o que dizer diante o sublime!?

Beijos, Ira maravilhosamente brilhante!

Américo do Sul disse...

Assis Freitas disse, e o disse mto bem. Eu digo na ira da entranha em silencio...

Nada a fazer, senão suportar o soprar dos ventos...

Domingos Barroso disse...

silenciosamente
respiro e trago
em pulmões
e costelas
seus versos
...


beijo carinhoso,
Ira...

dade amorim disse...

Há gente assim, insuportável.
E ás vezes é melhor algum barulho.

Beijo

Eleonora Marino Duarte disse...

parece que este poema pode ser considerado uma confissão de 100% das mulheres... nossa, Ira, quase um retrato, quase uma lente sobre nós todas... profundo, muito.

um beijo, poeta.

LauraAlberto disse...

a tua foto está fantástica

o resto, como sempre, como sempre
beijinho poeta do caraças

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Minha querida

Como sempre apenas senti cada palavra e em silêncio te deixo a minha admiração.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

Cris de Souza disse...



Sem tamanho

Tem reflexo
Que reconhece
O estranho

...

Beijo, poeta irada!

Cris de Souza disse...

E queridófera!