quinta-feira, 11 de julho de 2013

Vida por Contaminação





De tudo que é morte, e que me destes em nome da tua própria garantia,
Essa, de exauri meus sonhos, foi a mais acertada do ponto de vista meu. É que:
Enquanto me matavas de ausências, eu olhava os poetas caminhando no céu
Enquanto me matavas de equilíbrio, eu construía um riso cínico
Enquanto me matavas de perguntas, eu libertava os pássaros das gaiolas
Enquanto me matavas de suspeitas, eu agasalhava minha sombra tremula
Enquanto me matavas de amor, eu perguntava ao tempo pelo rosto meu
Morria sem chamar atenção, como qualquer pássaro triste,
Para que tua paz não fosse despedaçada pelas pedras que me atirastes.
Agora que, calçando-me luvas, esterilizastes minhas palavras, tu não me matas mais
Basta!
Quero viver contaminada

5 comentários:

Assis Freitas disse...

me contaminavas de vida enquanto me matavas



beijo

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Minha querida

Ler-te é sempre adentrar por caminhos que conduzem aos corredores da alma.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

Tania regina Contreiras disse...


Mulher, sua loucura é muito santa! Seu delírio é muito sagrado! Nossa...

Beijos,

Fred Caju disse...

Espalhemos o vírus, pois.

Cris de Souza disse...

Irada, você é daquelas que nascem de cem em cem anos e a tua poética é milenar...

Tá bom ou quer mais???

Beijo, minha queridófera.