quinta-feira, 4 de abril de 2013

Fome de Cachorra








Cachorra,
La Bardot (já) não faz mal aos bichinhos
Nem eu! Nem eu!
Apenas babo, e os como um bocado,
Não sem antes
Abanar o rabo e espiá-los
O espelho é mais um fetiche
Afio os dentes
E que se lixe o presidente
O direito é meu
De amar devorando
Comendo
Lambuzando-me
Dessa fauna com cara de gente,
Híbrida,
Tão bonita! Tão bonita!
Nem mesmo deus resiste aos seus nomes,
Pois os leva, de volta, ao seu abdômen
Ou ao ventre! Pois fala meu faro, de cachorra vira-lata,
Que deus é mulher e homem

10 comentários:

eurico portugal disse...

caleidoscópio! aqui, na tânia, na jô... e a voz da alma a dizer a carne e o corpo.
um arrepio e três uivos!

beijos, querida ira!

Assis Freitas disse...

no faro da pele
no rasgo da sede
eu uivo teu nome
com visgo de língua


beijo

Janice Adja disse...

Palmas!!!

Fred Caju disse...

Fome de humana.

Tania regina Contreiras disse...

Pra você eu já uivei, que é uivo e arrepios o que vem da leitura sempre, sempre especial de teus textos. Falei de ti pra um amigo poeta. Indiquei teu blogue. Ele chega qualquer hora dessas.

Beijos,

Marcelo R. Rezende disse...

Incrível <3

Sandra Subtil disse...

Uma imagem arrasadora para um poema brilhante.

Beijo meu

Marco Rocca disse...

Forte, pleno de polissemias viscerais... Aplaudo você intensamente!!!

Wilson Caritta disse...

a intimidade exposta no reflexo!... intensamente belo!

show.

Marco Rocca disse...

Interessante este verso: "Nem mesmo deus resiste aos seus nomes,
Pois os leva, de volta, ao seu abdômen..." Levou-me aos escritos de J. Campbell, onde ele diz: "é vida comendo vida". Muito bacana amiga. Gostei muito, aplausos!