domingo, 31 de março de 2013

Caixa preta Cinza de Nós







Entre nossos destroços,
A caixa preta, cinza, esconde o crime
Não! Não viole nossos mistérios imorais, torpes mesmo!
As memórias do poema obcecado,
Sua alma imortal.
Jamais profane nossas faces,
Tudo o que fomos um dia, e eternamente,
Tudo está perpetuado pela morte
Então, por precaução, não exponha seus ouvidos
A visão dessa luxúria extasiante, sobretudo,
Não aspire seu cheiro
Há de se temer os que amam
Não! Não acorde os mortos
Que queimaram em sedas,
Pois seus sexos vazam
Gozos contamináveis
Não viole a caixa preta, cinza,
Boca suja com tampa de noite
Obscura
É que já houve mil assassinatos
Detrás dessa viagem inocente
De duas línguas incansáveis
E sem paz.


10 comentários:

Assis Freitas disse...

a caixa de Pandora,



beijo

Janice Adja disse...

Esta caixa preta, cinza é poderosa.
beijos!!

Adri Aleixo disse...

Ela deve ser respeitada.

Beijo, minha amiga linda!

Tania regina Contreiras disse...

Não violem a caixa preta, cinza,
Boca suja com tampa de noite
Obscura
É que já houve mil assassinatos
Detrás dessa viagem inocente
De duas línguas incansáveis
E sem paz.

Isso é ma-ra-vi-lho-so!
Beijos, queridona

Wilson Caritta disse...

belíssimo, fiz um recorte que achei absolutamente lindo:

Não acordem os mortos
Que queimaram em sedas,
Pois seus sexos vazam
Gozos contamináveis
Não violem a caixa preta, cinza,
Boca suja com tampa de noite
Obscura.

muitoo bom, poemaço! rs.

dade amorim disse...

Seus poemas são tão originais (acho que já disse isso) e realistas que se fica tentado a ler e reler várias vezes.
Um grande beijo, Ira.

Nilson Barcelli disse...

Sempre me encantam as tuas palavras.
Excelente poema, gostei muito.
Um beijo, minha querida amiga Ira.

Jota Effe Esse disse...

Muito bom, gostei. Deixemos a caixa preta (cinza) soterrada! Meu abraço.

Anna Amorim disse...

"Há de se temer os que amam
Não acordem os mortos
Que queimaram em sedas,"

Oração, apelo, desvelo, um culto aos que queimaram em sedas e ainda um aviso do perigo que guardam(os) dentro a vida preserva/perversa uma morte, em eterna união (thanatos e eros)

Beijos querida poeta

eurico portugal disse...

haja dedos que arrisquem assassinando as horas e todo o tempo de morrer.